A rentabilidade obtida pela Funpresp-Jud é maior que a do mercado

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A Funpresp-Jud tem obtido resultados superiores aos do mercado no investimento dos recursos dos participantes. De janeiro a outubro de 2015, já deduzidos os custos, a rentabilidade do Plano de Benefícios (PB) foi de 11,01% e a do Plano de Gestão Administrativa (PGA) foi de 11,02%; no mesmo período, o CDI foi de 10,77%. A rentabilidade média obtida pelo mercado de fundos de previdência foi de 6,49%; os fundos de previdência independentes alcançaram, em média, 7,33%, enquanto os tradicionais atingiram 5,65%.

Todos os servidores que ainda não aderiram, inclusive aqueles que estão nos regimes anteriores, podem aderir ao Plano de Benefícios JusMP-Prev e portar os recursos que possuam em outros planos, pois na Funpresp-Jud toda a rentabilidade obtida se reverte para os participantes patrocinados e vinculados.

Confira a íntegra da matéria veiculada no dia 10/12 no jornal Valor Econômico.

Rentabilidade fica aquém do resultado do CDI

O cenário de crise prolongada, juros altos, inflação anual próxima de 10% e muita incerteza tem afetado a rentabilidade dos fundos de previdência privada, que acumulam, em média, ganhos menores do que os de muitos fundos de. Grande parte dos fundos de previdência tem registrado rendimento próximo ou abaixo dos Certificados de Depósito Interbancário (CDIs), instrumento típico de curto prazo e um dos mais procurados em momentos de instabilidade econômica.

Isso significa uma inversão, pelo menos temporária, da teoria segundo a qual o investidor deve ser recompensado com maior rentabilidade pelo risco que se dispõe a assumir. Por essa teoria, os investimentos de longo prazo deveriam dar rendimento maior do que os de curto prazo. “Esses fundos deveriam dar mais retorno do que simplesmente o CDI”, diz Rodrigo Borges, diretor de renda fixa da consultoria Franklin Templeton.

A explicação é que as carteiras dos fundos de previdência costumam ser mais concentradas em ativos como renda fixa de prazo mais longo e ações, os quais foram mal nos últimos três a quatro anos. De janeiro a novembro, o Ibovespa, por exemplo, acumulou queda de 9,77%. Em 12 meses, até novembro, o declínio foi de 17,55%.

De acordo com pesquisa da consultoria NetQuant com 1.105 fundos de previdência, a rentabilidade média do segmento atingiu 6,49% entre janeiro e outubro e 8,14% em 12 meses até outubro, bem abaixo do rendimento do CDI. Os fundos de previdência independentes tiveram melhor desempenho, de 7,33% no ano e de 9,29% em 12 meses, enquanto os tradicionais atingiram 5,65% entre janeiro e outubro e 6,99% em 12 meses. Até outubro, o CDI acumulou ganho de 10,77% no ano e de 12,77% em 12 meses.

“Há muito nervosismo no mercado. Com a economia em recessão, as empresas têm dificuldade para ser rentáveis, o que se reflete na bolsa”, diz Borges. O mercado de renda fixa também tem sido agitado pela inflação e pela volatilidade do câmbio. É por isso, diz o consultor, que o CDI tornou-¬se um porto seguro.

Ganhos bem melhores foram registrados por boa parte dos fundos de investimentos comuns, especialmente na modalidade multimercados macro, que, assim como os fundos de ações, embutem maiores riscos do que o CDI e estão sujeitos, portanto, a maior volatilidade. De acordo com ranking da Towers Watson, muitos desses fundos tiveram ganhos expressivos. Os cinco primeiro colocados, de um total de 72 fundos multimercados macro, por exemplo, alcançaram rendimento entre 19,28% e 25,80% de janeiro a novembro.

No caso dos fundos de ações não referenciados, que não seguem necessariamente o Ibovespa, a rentabilidade dos cinco primeiros colocados, de um total de 105 fundos, ficou entre 9,93% e 17,81% no período.”

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