Está com alguma dúvida sobre o plano? Veja abaixo as perguntas mais frequentes que recebemos. Caso ainda não tenha encontrado a resposta , envie-nos uma mensagem através do Fale Conosco.

Sobre a Funpresp-Jud

A criação da Funpresp-Jud é constitucional?

A Emenda Constitucional nº 41/03 alterou o § 15º do art. 40 da Constituição Federal, o qual passou a dispor que o regime público de previdência complementar seria administrado por entidades de natureza pública. Em cumprimento a esse dispositivo constitucional, a Lei nº 12.618/12 estabeleceu que a Funpresp-Exe, a Funpresp-Jud e a Funpresp-Leg assumiriam a forma de fundações públicas com personalidade jurídica de direito privado.

Assim, a fundação pública de direito privado é entidade integrante da administração pública indireta, sendo regida predominantemente pelas regras de direito privado, porém com algumas sujeições inerentes ao direito público, como a exigência de realizar licitações e concursos públicos. Todas as licitações, extratos de contratos e relatórios podem ser encontrados na seção Transparência.

As referidas entidades não poderiam tomar a forma autárquica, visto que as autarquias apenas podem realizar atividades típicas de Administração Pública, não podendo administrar e executar planos de benefícios de caráter previdenciário nos termos das Leis Complementares nº 108 e 109.

Portanto, a forma que a Lei nº 12.618/12 encontrou de cumprir a Carta Maior foi dispor que as entidades de previdência complementar seriam fundações públicas, as quais são integrantes da administração indireta, mas ostentariam personalidade jurídica de direito privado, o que as permite exercer atividade econômica, bem ainda garante o objetivo constitucional da exigência de moralidade na gestão de recursos destinados à previdência complementar dos servidores públicos, notadamente por meio da obrigação de realizar licitações e concursos públicos.

Como é feita a gestão da Funpresp-Jud?

A gestão é feita pelos órgãos estatutários, cada qual com suas competências.

O órgão máximo é o Conselho Deliberativo, responsável pela definição da política geral de administração da Fundação e do plano de benefícios. É composto por seis integrantes, sendo três representantes indicados pelos patrocinadores e três representantes eleitos pelos participantes. Atualmente, há membros titulares e suplentes representantes do STF, MPF, MPT, CJF, STJ, TST, TRT-10ª Região, TSE e TJDFT.

O Conselho Fiscal é o órgão de fiscalização e controle interno da Funpresp-Jud. É composto por quatro integrantes, sendo dois representantes indicados pelos patrocinadores e dois representantes eleitos pelos participantes. Na atual composição, há membros titulares e suplentes representantes do STF, CNJ, MPF, STJ, STM, TSE, TST e TJDFT.

A gestão operacional da Funpresp-Jud é executada pela Diretoria Executiva, composta por quatro membros com elevada capacidade técnica: Diretor-Presidente, Diretor de Administração, Diretor de Seguridade e Diretor de Investimentos. Confira na seção Quem Somos mais detalhes sobre nossa atual equipe.

Como funcionam os órgãos auxiliares da Funpresp-Jud?

Existem os seguintes órgãos auxiliares à gestão na estrutura da Funpresp-Jud: o Comitê de Assessoramento Técnico, a Auditoria Interna, o Comitê de Investimentos e Riscos e a Assessoria de Controle Interno.

  • O Comitê de Assessoramento Técnico, de caráter consultivo, encontra-se em fase de implantação e é vinculado ao Conselho Deliberativo. Tem por competência apresentar propostas, sugestões e recomendações prudenciais quanto à gestão da entidade, quanto à política de investimentos e quanto à situação financeira e atuarial do plano de benefícios.
  • A Auditoria Interna, órgão auxiliar vinculado ao Conselho Deliberativo, tem a competência de assessorar a administração da Funpresp-Jud, mediante avaliação objetiva e independente de atos, fatos, processos e controles internos, de forma a conferir segurança às decisões e credibilidade às informações da entidade e dos planos de benefícios. Atualmente tais atribuições vêm sendo executadas por grupos de trabalho indicados pelos patrocinadores, que também têm obrigação legal de fiscalizar a Fundação.
  • O Comitê de Investimentos e Riscos (COINV) é um órgão auxiliar vinculado à Diretoria-Executiva, de caráter consultivo, responsável por avaliar propostas de investimentos a serem realizados pela entidade e seus respectivos riscos. Conta atualmente com cinco membros titulares e dois suplentes.
  • A Assessoria de Controle Interno, vinculada à Presidência, é responsável por coordenar as atividades de controle interno e de gerenciamento de risco da Funpresp-Jud, bem como por examinar e avaliar a efetividade dos sistemas de controle interno das unidades administrativas, operacionais e técnicas da Entidade, de modo a assegurar a observância às normas legais e regulamentares.

Sobre os investimentos

Como são feitos os investimentos?

Os fundos de pensão têm regras e limites para investir os recursos. Esses são estabelecidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e fiscalizados pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc).

A estratégia de investimentos adotada pela Funpresp-Jud para a gestão dos recursos é aderente às normas em vigor (Resolução CMN 3.792/2009) e também à Política de Investimentos definida pelo Conselho Deliberativo.

Para realizar os investimentos, a Fundação obedece ao seguinte fluxo:

  • análise pelo Comitê de Investimentos e Riscos (COINV), após proposição de um de seus membros ou por solicitação da Diretoria de Investimentos;
  • efetivação da estratégia de investimento pela Diretoria de Investimentos, após recomendação do COINV e aprovação da Diretoria Executiva.

O Diretor de Investimentos presta contas mensalmente ao Conselho Deliberativo e ao Conselho Fiscal acerca das estratégias de investimentos adotadas, incluindo os resultados obtidos.

Pode-se perceber que o processo decisório dos investimentos apresenta várias instâncias, sendo que em cada uma delas as decisões são tomadas por diversas pessoas. O COINV tem cinco membros titulares e dois suplentes e a Diretoria Executiva é composta por quatro diretores. No caso do Conselho Deliberativo, são seis membros titulares e seis suplentes, enquanto o Conselho Fiscal é formado por quatro titulares e quatro suplentes. Tanto o Conselho Deliberativo quanto o Conselho Fiscal apresentam em sua composição 50% dos membros eleitos pelos participantes e 50% indicados pelos patrocinadores da Funpresp-Jud. Conheça os representantes do Conselho Deliberativo e Fiscal na seção Quem Somos.

Onde estão investidos os recursos?

Os investimentos efetuados pela Funpresp-Jud são pautados pela busca da melhor rentabilidade possível com níveis prudentes de risco. Nesse sentido, os investimentos têm sido bastantes conservadores desde o início de funcionamento da Fundação. Gradativamente, e de maneira parcimoniosa, foram iniciadas aplicações financeiras com vistas a se elevar a rentabilidade esperada, porém assumindo nível de risco ligeiramente mais elevado.

Até maio de 2015, a integralidade dos investimentos foi destinada ao segmento de Renda Fixa, notadamente em títulos públicos federais por meio de fundos de investimento abertos do Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Porém, naquele mês, foram iniciadas aplicações no segmento de Investimento no Exterior (por meio de Fundo de Investimento em Ações – BDR Nível I, do Banco do Brasil), com percentual de aproximadamente 1% do volume total do Plano de Benefícios.

Já em agosto de 2015, a Fundação passou a também utilizar a Carteira Própria em seus investimentos, ao adquirir inicialmente títulos públicos federais para o Plano de Benefícios. E, em novembro de 2015, foram iniciados os investimentos em títulos privados também por meio da Carteira Própria, com a aquisição de Letras Financeiras.

Mesmo com o início dos investimentos em aplicações financeiras mais arriscadas, o risco total assumido na gestão do Plano de Benefícios ainda se encontra em patamar bastante reduzido.

Os investimentos efetuados são integralmente “marcados a mercado”, ou seja, a contabilização dos ativos espelha fielmente o valor justo dos mesmos, que são aqueles verificados no mercado financeiro na data de sua referência, exceto para o caso das Letras Financeiras, que são marcadas pela curva do título específico.

Qual a rentabilidade obtida nos investimentos?

Veja na nossa página os dados atualizados sobre a rentabilidade dos investimentos e os comparativos com os segmentos de entidades fechadas e abertas de previdência complementar, clique aqui.

É melhor investir por conta própria?

A escolha de investimento por conta própria apresenta algumas desvantagens em comparação à gestão pela Funpresp-Jud. Isso se dá principalmente em relação à gestão profissional dos investimentos. Além disso, no caso dos participantes patrocinados, o servidor deixa de receber a parcela do patrocinador que passa a compor o saldo de conta a partir da adesão à Funpresp-Jud.

Especificamente em relação à gestão profissional, podemos destacar quatro fatores fundamentais:

  • Volume de recursos: algumas modalidades de investimento exigem elevados montantes para a aplicação inicial ou mesmo para conseguir descontos nos custos, algo que pode ser um impeditivo para os pequenos investidores. Dessa forma, por acumular recursos de um grande número de participantes, a Funpresp-Jud consegue acesso a diversos ativos e, na maioria dos casos, em condições mais favoráveis comparativamente a investidores isoladamente.
  • Gestão Profissional: a Funpresp-Jud conta com uma equipe altamente especializada e utiliza critérios técnicos na condução das aplicações, seguindo as normas específicas para os fundos de pensão e as determinações do Conselho Deliberativo. Diariamente acompanhamos e analisamos o mercado financeiro em busca das melhores alternativas de investimentos, sob a ótica de maior rentabilidade associada a níveis prudentes de risco.
  • Diversificação: os fundos de pensão estão autorizados a realizar investimentos em diversos segmentos de ativos, quais sejam: Renda Fixa, Renda Variável, Investimentos Estruturados, Investimentos no Exterior, Imóveis e Operações com Participantes (Resolução CMN 3.792/2009). No caso específico da Funpresp-Jud, a Política de Investimentos ainda está mais restritiva, autorizando somente os segmentos de Renda Fixa, Renda Variável e Investimentos no Exterior.
  • Transparência: a Funpresp-Jud deve seguir as diversas normas ligadas aos fundos de pensão, notadamente as Leis Complementares 108/2001 e 109/2001, Resolução CMN 3.792/2009, além de toda a regulamentação do Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC) e Previc. Dentre as principais obrigações está a divulgação de informações de interesse dos participantes do Plano de Benefícios, por meio de relatórios (anuais, trimestrais), entre outros. Nossa equipe está à disposição para lhe prestar esclarecimentos. Você pode acompanhar os investimentos por meio de relatórios emitidos periodicamente e divulgados na seção Transparência.

Sobre o Plano de Benefícios

 

Quem pode ser participante da Funpresp-Jud?

Todos os membros e servidores públicos titulares de cargo efetivo do Poder Judiciário da União, do Ministério Público da União e do Conselho Nacional do Ministério Público.

Quem pode ser o participante patrocinado?

Membro ou servidor efetivo do Poder Judiciário da União, do Ministério Público da União e do Conselho Nacional do Ministério Público cujas contribuições e benefícios de aposentadoria e pensão do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) estão submetidos ao teto do Regime Geral de Previdência Social (RGPS), por terem ingressado no serviço público a partir de 14/10/2013 ou terem optado pela migração de regime.

Quem pode ser o participante vinculado?

Membro ou servidor efetivo do Poder Judiciário da União, do Ministério Público da União e do Conselho Nacional do Ministério Público que tomaram posse antes de 14/10/2013 no serviço público federal, estão enquadrados nos Regimes de Previdência anteriores ao atual Regime de Previdência Complementar (RPC) e desejam investir na Funpresp-Jud com o objetivo de criar uma suplementação de renda ao se aposentar.

Quem pode ser o participante autopatrocinado?

Para o participante patrocinado: aquele que se afasta ou licencia do patrocinador temporariamente, sem remuneração, ou se desvincula permanentemente e opta por aportar as contribuições relativas ao participante e ao patrocinador para formar a sua reserva individual.

Para o participante vinculado: aquele que se afasta ou licencia do patrocinador temporariamente, sem remuneração, ou se desvincula permanentemente e opta por aportar as contribuições relativas ao participante para formar a sua reserva individual.

Quem pode ser beneficiário do Plano de Benefícios da Funpresp-Jud?

O cônjuge; companheiro ou companheira que comprove união estável como entidade familiar; e os filhos, ou enteados, até 21 (vinte e um) anos de idade, ou se inválidos, ou que tenham deficiência intelectual ou mental que os torne absoluta ou relativamente incapazes, assim declarado judicialmente, enquanto durar a invalidez ou a incapacidade.

Quando devo aderir ao Plano de Benefícios da Funpresp-Jud?

O ideal é que a adesão seja feita no ato da posse, para que o participante possa usufruir das vantagens oferecidas pelo Plano de Benefícios desde o início da sua carreira. Quanto mais cedo começar a contribuir, mais capital acumulado terá na sua reserva e maior será o benefício na aposentadoria.

Ao aderir à Funpresp-Jud o ganho é maior porque o patrocinador contribui para a formação de sua reserva individual. Além disso, aqui o participante pode se envolver diretamente na gestão e na fiscalização da Entidade, via Conselho Deliberativo ou Fiscal (50% das vagas são destinadas aos representantes dos participantes e assistidos, os quais são eleitos em pleito aberto a todos que aderiram ao Plano de Benefícios).

Finalmente, é importante ressaltar que a Funpresp-Jud é uma entidade sem fins lucrativos, ou seja, todos os seus ganhos financeiros serão compartilhados entre os participantes, o que faz uma grande diferença no longo prazo.

Como faço para me inscrever no plano de benefícios da Funpresp-Jud?

É muito simples, basta acessar a ficha de inscrição na seção Inscreva-se. Após o preenchimento, imprimir 3 vias e entregar a sua Unidade de Gestão de Pessoas (1 via – Funpresp-Jud, 1 via – participante, 1 via – patrocinador).

Como calcular a minha contribuição?

Se você é participante patrocinado: subtraia do valor da sua remuneração as vantagens previstas na Lei nº 10.887/2004 e o teto do RGPS (R$ 4.663,75 vigente em 2015), o resultado será a sua remuneração de participação para o plano. Sobre a remuneração de participação aplique o percentual escolhido (6,5% a 8,5%), esse resultado será o valor da sua contribuição.

Veja como é fácil. Vamos utilizar como exemplo uma remuneração de R$6.500,00:

Remuneração de participação = 6.500,00 – 790,00 (auxílio alimentação) – 4.663,75 (teto RGPS) = 1.046,25

Alíquota escolhida = 8,5%

Contribuição mensal = R$ 1.046,25 x 8,5% = R$ 88,93

Se você é participante vinculado: o participante vinculado possui a liberdade de definir o valor da sua contribuição. Em virtude do regulamento do plano, é necessária a conversão do valor desejado para um percentual a ser preenchido em sua ficha de inscrição. Os percentuais para a contribuição vinculada variam entre 6,5% e 22%, incidentes sobre a remuneração de participação.

Observe abaixo o exemplo de cálculo realizado para que você usufrua da menor taxa de carregamento e tenha mais vantagens em seu investimento.

Veja como é fácil. Vamos utilizar como exemplo uma contribuição de R$ 400,00:

Valor mínimo da remuneração de participação = 10 URP (Unidade de Referência do Plano).

Valor da URP (agosto/2015) = R$ 116,00.

10 URP = R$ 1.160,00

Contribuição Vinculada = 6,5% sobre R$ 1.160,00 = R$ 75,40

Contribuição desejada R$ 400,00 – contribuição mínima R$ 75,40 = R$ 324,60

O valor de R$ 324,60 será a sua contribuição com taxa de carregamento zero (0%), denominada contribuição facultativa.

Contribuição Vinculada R$ 75,40 Taxa de carregamento R$ 5,28
Contribuição Facultativa R$ 324,60 Taxa de carregamento 0%
Contribuição total R$ 400,00 Taxa de carregamento R$ 5,28
O que é o Fundo de Cobertura de Benefícios Extraordinários – FCBE?

É um fundo de natureza coletiva destinado à cobertura dos benefícios não programados (invalidez, pensão por morte, aposentadoria das mulheres e benefício de sobrevivência), formado por parcelas da contribuição do participante e do patrocinador.

Há renda vitalícia?

Sim, há renda vitalícia. O modelo adotado pela Funpresp-jud garante ao participante patrocinado, ao se aposentar, o recebimento do saldo da conta individual por prazo certo, em meses, que leva em consideração a sobrevivência prevista na tábua de mortalidade utilizada no cálculo atuarial realizado anualmente. Caso o beneficiário sobreviva ao período estipulado para o recebimento dos benefícios, terá cobertura pelo FCBE (Fundo de Cobertura de Benefícios Extraordinários), que possibilitará dar continuidade do pagamento de 70% da renda, de forma vitalícia.

Como a renda por sobrevivência será paga?

No caso de sobrevivência além da estimativa gerada pela tábua de mortalidade, o assistido passará a receber 70% do último benefício, vitaliciamente, com recursos oriundos do FCBE.

Como posso verificar as minhas contribuições e meu saldo?

Ao aderir ao plano de benefícios da Funpresp-Jud, o participante receberá senha para acesso ao Portal do Participante, onde poderá verificar seu saldo e as contribuições realizadas, além de outros documentos como, por exemplo, informativo anual para declaração de Imposto de Renda, certificado de adesão ao plano, estatuto, regulamento do plano e material explicativo.

Quanto irei receber quando me aposentar?

O valor do benefício previdenciário é baseado em três fatores principais: o valor das contribuições ao longo do período de acumulação, o tempo para a aposentadoria e a rentabilidade das aplicações financeiras.

Nesse sentido, quanto maior o valor das contribuições, maior o valor do benefício. Da mesma maneira, quanto mais longo o tempo para a aposentadoria e maior rendimento sobre os investimentos realizados, maior o benefício a ser percebido.

Para o cálculo do benefício previdenciário, clique aqui para fazer uma simulação. Utilize os dados do participante em relação ao valor das contribuições, o tempo para aposentadoria e também a taxa de rentabilidade esperada para os investimentos. Como estamos falando sobre o futuro, tal rentabilidade é apenas uma estimativa e, por isso, é apresentada uma faixa esperada para o retorno real dos investimentos (ou seja, mantido o poder de compra dos recursos, já com o desconto da inflação projetada). Esse é o motivo pelo qual não é possível estabelecer com certeza qual o benefício previdenciário.

Dos três principais fatores, o único que não está sob controle do participante é o retorno das aplicações financeiras efetuadas pela Funpresp-Jud, as quais são efetuadas por profissionais competentes e experientes, buscando a melhor rentabilidade para o participante, porém com níveis prudentes de risco.

Dessa forma, os investimentos atualmente realizados pela Fundação são bastante conservadores, pois existe ainda apenas um perfil de investimentos disponível aos participantes. No futuro, poderão ser disponibilizados perfis diferenciados para que aqueles participantes que se sentirem mais confortáveis com aplicações financeiras mais arriscadas (que, teoricamente, permitem alcançar uma maior rentabilidade) possam fazer tal opção.

Como funciona a portabilidade?

Portabilidade é o instituto que permite ao participante transferir o saldo de um plano para outro plano de previdência complementar aberta ou fechada, desde que seja cumprida a carência exigida no plano de origem e existam características semelhantes entre os planos. Por exemplo, os planos PGBL podem ser portados para a Funpresp-Jud por possuírem características semelhantes. Já os planos VGBL não podem ser portados para Funpresp-Jud pelo fato de haver características diferentes entre eles.

Não é cobrada taxa de carregamento sobre portabilidade recebida de outras entidades de previdência complementar e não incide tributação sobre os recursos na portabilidade.

Quando poderei resgatar meus recursos?

O resgate só é permitido em duas ocasiões:

  1. a) quando da cessação do vínculo com o patrocinador;
    b) quando cumpridos os requisitos para requerer a aposentadoria, sem que o participante esteja em gozo de qualquer benefício.

Importante: O participante resgatará 100% da reserva acumulada por ele, mais 10% do saldo das contribuições do patrocinador para cada 3 anos de permanência no órgão, com limite máximo de 90% para 24 anos. No resgate haverá incidência de Imposto de Renda pela tributação da tabela Regressiva ou Progressiva, a depender da escolha feita pelo participante na adesão ao plano.

Quanto é cobrado para as despesas administrativas da Funpresp-Jud?

A taxa de carregamento adotada pela Funpresp-Jud, de 7%, está adequada ao início de funcionamento da Fundação. Entretanto, é importante ressaltar que tal percentual será revisto ao longo dos próximos anos e será reduzido na medida em que as receitas oriundas de contribuições sejam superiores às despesas administrativas, algo que ocorrerá após o atingimento do ponto de equilíbrio entre receitas e despesas, estimado para o final de 2018. Para que isso ocorra, é necessário elevar a adesão dos participantes e manter as despesas sob controle, medidas que vêm sendo adotadas de maneira sistemática e rigorosa.

Deve-se ressaltar que não se pode confundir taxa de carregamento com taxa de administração. A taxa de carregamento incide uma única vez sobre o valor da contribuição mensal enquanto a taxa de administração incide periodicamente sobre o valor total do patrimônio (contribuições + rendimentos). Dessa forma, a título de exemplo, uma taxa de carregamento de 7% é menos custosa do que uma taxa de administração de 1% a partir do sétimo ano. Outro fato a ser observado é que diversas entidades de previdência complementar, principalmente entidades abertas, cobram taxa de carregamento e taxa de administração. A Funpresp-Jud cobra somente taxa de carregamento para fazer face às despesas administrativas.

Finalmente, é importante lembrar que não é cobrada taxa de carregamento sobre as contribuições facultativas e recursos de portabilidade recebidos de outras entidades de previdência complementar, como forma de estimular o aumento das contribuições dos participantes e a transferência para a Funpresp-Jud dos recursos que porventura possuam em planos de previdência contratados em outras entidades ou bancos. A transferência de recursos de outras entidades para a Funpresp-Jud, via portabilidade, faz com que o custo incidente sobre tais valores seja nulo enquanto a permanência dos recursos na entidade de origem mantém a continuidade dos custos, notadamente da taxa de administração.

Sobre quais contribuições incide a taxa de carregamento?

Para o participante patrocinado: a Funpresp-Jud cobra taxa de carregamento de 7% somente sobre as contribuições normais do participante e do patrocinador. Não há cobrança de taxa de administração.

Para o participante vinculado: é cobrada taxa de carregamento de 7% somente sobre a contribuição vinculada. Não há cobrança de taxa de administração.

Atenção: Desde 01/04/2015 a Funpresp-Jud não cobra taxa de carregamento sobre contribuições facultativas.

Como entender melhor a regra de tributação da previdência complementar?

Existem dois regimes de tributação durante o período de recebimento dos benefícios ou resgates.

Regime Progressivo

Baseia-se na premissa de que quanto maior o benefício, maior o imposto. Utiliza como referência para a tributação a tabela de recolhimento do Imposto de Renda (alíquotas variando de zero a 27,5%) e possibilita a utilização de abatimentos com dependentes, saúde, educação e alíquota de isenção para maiores de 65 anos.

Regime Regressivo

É a melhor opção para o participante que tem a perspectiva de utilizar o dinheiro apenas a longo prazo, seja por recebimento de aposentadoria ou opção pelo resgate. A tabela contempla com alíquotas menores os participantes que mantiverem seus recursos por mais tempo no plano de benefícios, o que é o objetivo principal da previdência complementar.

No Regime Regressivo, a alíquota diminui com o tempo, iniciando em 35% (até dois anos) e chegando até 10% (acima de dez anos), e levará em conta o período de acumulação de cada parcela de contribuição realizada. Quanto mais tempo o participante ficar no plano, maior será a sua vantagem tributária. Entretanto, não há abatimentos com dependentes, saúde, educação e alíquota de isenção para maiores de 65 anos.

É importante destacar que, caso o servidor receba sua reserva total ou parcialmente por resgate, o valor será tributado com a alíquota correspondente ao prazo que o dinheiro permaneceu no Plano de Benefícios da Funpresp-Jud.

Atenção: A escolha deve ser realizada até o último dia útil do mês seguinte à adesão, de forma irreversível e irretratável. Não ocorrendo a escolha dentro do prazo estipulado, o regime de tributação será o Progressivo.

Entenda no vídeo abaixo como funciona o Regime de Tributação Regressiva pelo Método PEPS. https://www.youtube.com/watch?v=dhStx9pfBzo

Como fazer para realizar o aporte de contribuição facultativa extraordinária?

Para as contribuições facultativas esporádicas, o participante deve fazer um DOC/TED ou transferência bancária para a Funpresp-Jud no Banco do Brasil, ag. 4.200-5, conta 6.458-0, preferencialmente no período da manhã, e encaminhar o comprovante para arquivos@funprespjud.com.br.

Onde obter mais informações sobre o Plano de Benefícios JUSMP-PREV e a Funpresp-Jud?

A Funpresp-Jud está à disposição para esclarecer todas as suas dúvidas. Entre em contato conosco pelo telefone (61) 3217-6598, pelo nosso canal Fale Conosco (link para Fale Conosco) ou através do e-mail sap@funprespjud.com.br . Se estiver em Brasília, conte com atendimento personalizado em nossa sede.

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