A segunda edição do Seminário de Previdência Complementar do Servidor Público, realizada no dia 13 de novembro, em Brasília (DF), reuniu mais de 500 participantes nos formatos presencial e online. Promovido conjuntamente pela Funpresp-Jud, Funpresp-Exe e DF-PREVICOM, o evento se consolida como uma das principais iniciativas voltadas à disseminação de educação financeira e previdenciária entre os servidores públicos.
Realizado no auditório do Conselho da Justiça Federal (CJF), com transmissão ao vivo pelo canal da Funpresp-Jud no YouTube, o encontro promoveu um dia inteiro de debates, palestras e oficinas que abordaram cenários econômicos, investimentos, finanças pessoais, longevidade e estratégias de poupança de longo prazo.
Educação previdenciária como missão do sistema
Para o Diretor-Presidente da Funpresp-Jud, Amarildo Vieira de Oliveira, essa edição do seminário materializa a essência colaborativa das entidades do regime fechado de previdência complementar.
“Nós temos um grande desafio, na Previdência Complementar, que é levar a educação financeira e previdenciária. Muitas pessoas não se preparam e acabam descobrindo tardiamente que o saldo acumulado não atende às suas necessidades. Sempre é tempo de começar e esse trabalho que a gente está fazendo em conjunto com a Funpresp-Exe e a DF-PREVICOM é muito importante, pois materializa a essência do nosso sistema, nós trabalhamos muito em regime de colaboração. Isso aqui é a essência de tudo isso”, afirmou o Diretor-Presidente da Fundação.
Segundo ele, ampliar a adesão exige também uma mudança de mentalidade. “O servidor ainda chega acreditando na lógica antiga da integralidade e da paridade. Agora, ele é protagonista da própria aposentadoria: precisa acompanhar, monitorar, se envolver. Não somos uma população educada para poupar, e esse é um desafio que estamos enfrentando com informação e sensibilização”.
Amarildo destacou ainda o papel da tecnologia como aliada para ampliar o alcance de conhecimento financeiro e previdenciário aos participantes. “Hoje conseguimos alcançar as pessoas com mais agilidade e em diversos formatos. Assim, é possível disseminar conteúdo com muito mais facilidade e agilidade do que se conseguia no passado”, disse.
Letramento financeiro para um futuro mais seguro
O Diretor-Presidente da Funpresp-Exe, Cícero Dias, ressaltou o compromisso das Fundações em contribuir para o planejamento financeiro dos servidores. “A gente vem consolidando esse evento no sentido de oferecer ao servidor público federal um letramento financeiro para que ele possa, cada vez mais e melhor, fazer o seu planejamento financeiro e previdenciário, pois a gente sabe que é importante para a vida dele. Hoje, nós estamos submetidos à novas regras da previdência social e precisamos ser mais protagonistas em relação ao nosso futuro. Então, o que nós queremos é fornecer informação qualificada ao servidor para que ele possa se planejar cada vez mais”.
Ele também mencionou a complexidade das regras previdenciárias como uma barreira que o seminário ajuda a superar. “Nós estamos submetidos a uma diversidade de regras e essas regras, às vezes, confundem mais do que ajudam. Então, o objetivo é estarmos cada vez mais clarificando as regras para orientar as pessoas. O que a gente tenta é letrar as pessoas do ponto de vista financeiro e previdenciário, para que elas consigam tomar suas decisões”.
A informação como base para decisões melhores
Para o Diretor-Presidente da DF-PREVICOM, Daniel Evaldt, o evento cumpre um papel estratégico ao oferecer conteúdo qualificado para o público. “Eu acho que a nós estamos cumprindo muito bem esse propósito. Nós conseguimos aperfeiçoar o formato do evento, deixar mais denso, que é exatamente o que nós acreditamos que o servidor precisa. O servidor é qualificado, é servidor de carreiras importantes no serviço público, ele tem condições de absorver essa informação e o nosso papel é esse: trazer a informação com a densidade que ele precisa para tomar as melhores decisões”, avalia.
Evaldt lembrou que as Fundações contam com altas taxas de adesão em função da adesão automática, mas ainda enfrentam resistência entre os que optam por sair. Segundo ele, cerca de 10% daqueles que ingressam pela adesão automática abrem mão de se manter no plano de previdência complementar. “Eu não hesito em afirmar que abrir mão da parcela patrocinada e dos demais benefícios da previdência complementar é um erro. E este evento contribui significativamente para que a nós possamos ajudar o servidor a entender isso”, reforça.
Programação ampliada e foco no servidor
A programação da 2ª edição trouxe análises do cenário econômico, com Gustavo Ottoni (BNP Paribas Asset) e Samuel Pessôa (BTG Pactual/FGV IBRE), debates sobre controle de gastos e investimentos, com Paula Bazzo e Paulo Portinho (CVM), além de reflexões sobre a economia prateada, com Mórris Litvak (Maturi) e o geriatra Leandro Minozzo.
O encerramento ficou por conta de Thiago Godoy, o Papai Financeiro, que abordou como emoções e ansiedade influenciam decisões financeiras. O tema ganhou destaque diante do cenário em que planejamento e disciplina são determinantes para o futuro previdenciário.